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Uma homenagem à máquina de Anticítera

sábado, 29 de outubro de 2011

Uma homenagem ao mais antigo "calculador astronômico" da história: a Hublot acrescenta uma nova dimensão do tempo à mecânica da máquina de Anticítera (Antikythera).




O mecanismo de Anticítera é um dos objetos mais misteriosos da história das civilizações. Hoje reconhecido e minuciosamente estudado pela comunidade científica, ele foi descoberto em 1901, mas sem que se compreendesse sua enorme importância histórica e técnica. A própria ideia de uma “máquina” produzida na antiguidade greco-romana não entrava no quadro de trabalho conceitual dos especialistas daquela época. Depois, as afirmações obscurantistas dos não-cientistas quiseram dar aos artefatos de Anticítera uma natureza quase extraterrestre, o que não contribuía para tornar o debate mais claro.


Rodas dentadas roídas pela corrosão

Os fragmentos dessa "máquina" só́ foram analisados de maneira aprofundada, em um quadro pluridisciplinar, no início do século XXI. Isso permitiu compreender melhor a complexidade desse mecanismo fora do comum. Hoje se admite que o “instrumento astronômico” seja do século II a.C. (entre o ano 150 e 100 a.C., com uma estimativa recente mais precisa em torno de 87 a.C.). Originalmente, o mecanismo era uma “calculadora” cujas engrenagens de bronze alojavam-se em uma caixa de madeira de cerca de 33 cm x 18 cm, a qual se fechava por duas placas de bronze cobertas de inscrições.

Restam apenas 82 fragmentos dessa “máquina”, alguns minúsculos, todos roídos pela corrosão: eles estão protegidos para sempre no museu arqueológico de Atenas. Um avançadíssimo estudo tomográfico (através de scanner de raios X) revelou, em imagens que podem ser científica e arqueologicamente exploradas, inúmeras engrenagens internas, invisíveis a olho nu, rodas dentadas e novas inscrições ocultas sob as estruturas: apenas um quarto das letras gregas antigas do texto gravado na “máquina” pode ser decifrado, mas considera-se que ele seja uma espécie de “manual de instruções” do calculador mecânico, que também se supõe ser capaz de indicar o movimento de alguns planetas importantes. As engrenagens eram movimentadas pelo que se pensa ser uma manivela lateral – sem que se possa excluir a possível intervenção de um sistema hidráulico de reforço.


Na pista do grande Arquimedes...

Hoje se admite que a máquina pode ter sido concebida em Rodes, onde vivia uma comunidade de astrônomos, como Hiparco, e “mecânicos”, como Posidônio. Uma nova hipótese se desenha: essa máquina provavelmente tem uma relação estreita com Siracusa, na Sicília. A cidade do célebre gênio matemático Arquimedes era então uma próspera colônia coríntia. O mecanismo de Anticítera poderia ter sido concebido antes de seu naufrágio na ilha que hoje lhe empresta o nome.

No estado atual dos conhecimentos, e de acordo com as inscrições decifradas, o mecanismo de Anticítera poderia indicar diferentes ciclos solares e lunares, provavelmente planetários, relacionando-os aos calendários civis de diversas grandes cidades gregas (Corinto, Delfos ou Olímpia), indicando as datas dos jogos das cidades...

O estudo – ainda muito recente – do mecanismo de Anticítera está longe de ter sido concluído, mas relançou um vasto movimento de reinterpretação e reconfiguração de nossos conhecimentos sobre a Antiguidade. Os conhecimentos de mecânica dos sábios gregos é um campo fantástico a ser explorado. É até possível que se encontrem pistas, nos textos ou nas reservas ocultas dos museus, outras “máquinas” do mesmo nível do mecanismo de Anticítera.


Engrenagens mecânicas que exprimem uma visão matemática do cosmos

O mecanismo de Anticítera não era um relógio capaz de indicar as horas: os gregos antigos não viviam o tempo como nós. Verdadeiro cosmógrafo (máquina que descreve o cosmos), e mais exatamente selenógrafo (máquina que descreve os movimentos da Lua) de altíssima precisão, o mecanismo de Anticítera poderia indicar múltiplos ciclos astronômicos, como o ciclo metônico (derivado do nome do astrônomo grego Meton: corresponde a 19 anos ou 235 luas) ou o ciclo calípico (do nome do astrônomo grego Calipo: corresponde a 76 anos, 940 luas ou quatro ciclos metônicos), corrigindo suas imprecisões. O mecanismo de Anticítera também indicava o ciclo de Saros (223 luas em pouco mais de 18 anos), e o ciclo Exeligmos (equivalente a três ciclos de Saros, ou 54 anos), que serviam principalmente para prever os eclipses.

O volume de dados astronômicos compilados para criar um modelo matemático capaz de sintetizar em engrenagens mecânicas esses ciclos é para nos deixar boquiabertos diante da capacidade conceitual dos sábios e mecânicos da Antiguidade. Admitindo-se que um computador é uma máquina capaz de fornecer informações diversas daquelas nele inseridas, a “máquina” de Anticítera é o primeiro computador mecânico conhecido da história da humanidade. Ele está um bom milênio adiantado em relação aos primeiros relógios astronômicos produzidos, em uma outra escala, nas grandes cidades europeias da Idade Média.


O primeiro relógio inspirado em uma descoberta arqueológica

Em 2008, a revelação das análises tomográficas dos fragmentos da máquina feita pela revista científica Nature inflamou a imaginação de alguns relojoeiros mais ousados. Mathias Buttet, hoje diretor de produção e P&D da Hublot, quis homenagear a primeira obra-prima mecânica que nos foi legada pela história. Uma homenagem técnica, miniaturizando nas dimensões de um relógio de pulso o conjunto da mecânica de Anticítera, tal como revelado pela análise científica. Uma homenagem de relojoaria, acrescentando ao calculador astronômico uma nova dimensão, a de um marcador do tempo capaz de dar as horas com precisão.

É a primeira vez na história da relojoaria que um departamento de desenvolvimento inspira-se diretamente em uma mecânica “arqueológica” herdada da Antiguidade. Também é a primeira vez que uma equipe relojoeira trabalha lado a lado com uma equipe científica, reunindo sumidades internacionais da arqueologia, da epigrafia, além de historiadores da mecânica.

Os relojoeiros ajudaram os arqueólogos a compreender melhor algumas engrenagens e a validar hipóteses mecânicas, enquanto os cientistas revelaram aos relojoeiros soluções técnicas esquecidas desde a Antiguidade (sobretudo as engrenagens circulares de ciclos não lineares).

A própria capacidade dos mecânicos da Antiguidade para elaborar engrenagens de bronze de tal eficácia abre novos horizontes sobre suas relações filosóficas com o progresso técnico e o lugar das máquinas em sua concepção do mundo – o que só́ pode nos fazer indagar sobre nossa própria relação com as máquinas e “próteses” da modernidade...


Respeito integral às indicações astronômicas do mecanismo imaginado pelos gregos

O desafio da equipe de Mathias Buttet era integrar um movimento de relojoaria e uma reinterpretação miniaturizada do mecanismo de Anticítera, respeitando sua arquitetura, principalmente sua exibição dupla em frente e verso. O primeiro feito da equipe foi produzir em alguns centímetros cúbicos aquilo que os mecânicos da Antiguidade desenvolveram em algumas centenas de centímetros cúbicos, sem nada perder do espírito inicial do mecanismo, nem sua precisão, nem a legibilidade de suas indicações.

As horas e minutos são exibidos de maneira clássica no centro do movimento recriado pela Hublot e apresentado pela primeira vez no Museu de Artes e Ofícios de Paris, na exposição “Anticítera, a enigmática máquina surgida das profundezas dos tempos”. Esse movimento de relojoaria é regulado por um turbilhão, também clássico, cuja “caixa” na altura de 6h gira sobre si mesma em um minuto.

As várias indicações conhecidas da “máquina” de Anticítera foram respeitadas no futuro relógio, na frente e no verso. Na primeira face do movimento: o calendário dos jogos Pan-Helênicos (que designava as cidades que acolhiam esses jogos), o calendário egípcio (12 meses de 30 dias, com os dias epagômenos – suplementares), a posição do Sol nas constelações do Zodíaco, as fases da Lua (em um magistral ponteiro de guichê̂, que indica a posição da Lua no Zodíaco ao longo do mês sideral), além do ano sideral. Nas costas do movimento, encontramos o ciclo calípico, o ciclo metônico, o ciclo de Saros e o ciclo Exeligmos.


Uma homenagem da micromecânica moderna aos mecânicos da Antiguidade

É a primeira vez na história dos objetos de medição do tempo que esses ciclos – herdados da Antiguidade – são estudados, reproduzidos e exibidos mecanicamente: a equipe Hublot precisou, para elaborar algumas dessas engrenagens, desenvolver um conceito muito inovador de ponteiros telescópicos não circulares, capazes de fazer indicações em discos em espiral de diâmetro variável.

O relógio Hublot “Anticítera”, que abrigará esse movimento cuja ideia nasceu na Antiguidade, será́ apresentado no salão relojoeiro de Baselworld, em 2012. Até lá́, o movimento será́ apresentado em uma exposição permanente que o Museu de Artes e Ofícios dedica ao mecanismo de Anticítera: na exposição, um filme 2D e 3D produzido pela Hublot é projetado para contar ao público toda a história dessa “máquina” de Anticítera, da Antiguidade até nossos dias, criando uma ponte entre o saber dos mecânicos da Antiguidade e o dos relojoeiros do século XXI. O filme também pode ser visto no YouTube (http://www.youtube.com/user/antikythera2012).


Calibre Hublot Anticítera 2033-CH01 - ficha técnica

Funções do movimento

Horas, minutos, segundos pela caixa turbilhão
Turbilhão volante sem rolamento de esferas, corda manual

Exibição do mostrador
Calendário egípcio, calendário dos jogos pan-helênicos, zodíaco, ponteiro de Lua, fases da Lua, ponteiro de Sol

Exibição das pontes
Ciclo de Meton, Ciclo de Saros, Ciclo Calípico, Ciclo Exeligmos

Características principais

Dimensões do movimento retangular: 30,40 mm x 38,00 mm x 14,14 mm (total)
Tige (3h) de duas posições: corda manual e ajuste
495 componentes, 69 rubis
Espiral plana, frequência de 21.600 A/h (3 Hz)
Reserva de marcha de cerca de 120 horas (5 dias)
Balanço com contrapesos de ajuste, momento de inércia de 16 mg/cm2, ângulo de elevação 53°
Antichoque para platina e ponte de balanço
Platina e pontes de latão, anguladas e bordas alongadas, perolização das reentrâncias, com tratamento em rutênio preto
Mostrador dos ciclos e calendários com disco, tratamento ouro 5N
Parafusos de cabeças polidas e anguladas, pontas arredondadas e polidas
 
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