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TAG Heuer - Baselworld 2011Carrera Mikrograph 1/100 Second Chronograph

17 de fevereiro de 2011
O tempo ao centésimo de segundo...

Um Cronógrafo totalmente novo que representa uma evolução dos princípios do Calibre 360. Um relógio de superlativos onde reencontramos a essência de uma marca dinâmica com um fraco pelo esporte motorizado. Um modelo que mistura o presente com o passado com o objetivo da medição precisa de 1/100 de segundo!

Para compreender o princípio por detrás do novo cronógrafo da TAG Heuer, é necessário perceber a obsessão pela lógica e eficácia de conceitos que fazem parte da personalidade de Guy Sémon, o primeiro e atual vice-presidente da marca para as ciências e engenharia. Antigo piloto francês da aviação militar, o raciocínio de Guy Sémon não contempla qualquer processo criativo que não se baseie efetivamente num conceito real e palpável.

Característica que faz todo o sentido quando se discute o extraordinário Carrera Mikrograph! Relógios & Relógios foi até La Chaux-de-Fonds conhecer o novo modelo a ser apresentado na feira de Baselworld, e falar sobre ele com Guy Sémon e Jean-Cristophe Babin, CEO da marca que em 2010 comemorou 150 anos de existência.


1/100 de segundo = 360.000 vph



360 km/h é a velocidade máxima que um Fórmula 1 alcança numa pista como Monza, na qual o carro terá percorrido cerca de 1 metro de pista no espaço de tempo de 1/100 de segundo. Uma distância que neste tipo de competição justifica a ambição de medir com precisão um espaço de tempo tão pequeno.

Alcançar este nível de precisão, com base num movimento relojoeiro totalmente mecânico, é uma especialidade para a qual poucas marcas e nomes já contribuíram, mas apenas a TAG Heuer, com a apresentação em 2006 do Calibre 360, aparenta ter legitimidade para reclamar.

Uma afirmação justificada pelo fato de que para se medir com precisão intervalos de tempo desta ordem de grandeza, é necessário que o ponteiro de segundos de um cronógrafo receba um impulso direto a cada 1/100 de segundo. Um segundo representa assim 100 impulsos, e seguindo o raciocínio através da consequente multiplicação por 60 (minutos), e novamente por 60 (horas), obtemos a frequência necessária a que o balanço terá de oscilar de forma a garantir a medição precisa do menor espaço de tempo. Conclui-se assim com alguma facilidade que, para medir com precisão 1/100 de segundo, é indispensável que a frequência do balanço seja de 360.000 alternâncias por hora, a mesma anunciada para o Calibre 360.

Uma frequência verdadeiramente alucinante, mas que não é estranha à TAG Heuer, que em 1916 apresentou o primeiro cronógrafo mecânico capaz de medir 1/100 de segundo com recurso a um oscilador de 50 Hz. A competência da marca no domínio deste gênero de componentes de alta frequência é assim insuspeita, tendo acumulado muito da experiência e know-how nesta área durante o período em que construiu este gênero de cronógrafos, e que se estendeu até cerca de 1970.

Um fato que contribui para apaziguar quaisquer considerações que possamos tecer sobre a fiabilidade de um órgão regulador com uma frequência tão alta. Sobre este aspecto Jean Cristophe Babin recorda que o tipo de utilização previsto para o cronógrafo, e que se estima não ser superior em média a duas horas por dia, garante que a qualidade e fiabilidade se encontram perfeitamente dentro dos elevados padrões da TAG Heuer.

O problema da amplitude

Com a concepção do Calibre 360, Guy Sémon fez frente a um outro problema que sempre esteve associado aos movimentos de cronógrafos mecânicos. Partindo do princípio que um determinado movimento foi bem regulado e mantém um nível de precisão, por exemplo, dentro dos padrões exigidos para a atribuição de um certificado COSC (desvio médio diário entre -4/+6 segundos), ao acionarmos o cronógrafo esse estatuto deixa de ser uma garantia.

A exigência de energia suplementar requerida pelo cronógrafo atua como uma espécie de freio sobre o balanço, diminuindo a sua amplitude e consequentemente a precisão tanto da medição contínua do tempo como da parcial, representada pelo cronógrafo. Apesar de alguns construtores terem conseguido minimizar este efeito sobre o balanço, não conseguiram eliminá-lo na totalidade, pelo que, quanto mais tempo um cronógrafo estiver funcionando, maior será o seu desvio sobre o tempo real que pretende medir.

Aparentemente simples no papel, mas muito difícil na prática, a solução para este problema levou Guy Sémon e a sua equipe a considerarem dois sistemas totalmente separados, cujo único ponto de contato é através da coroa e da tige. Dois órgãos reguladores, respectivamente com 360.000 vph e 28.800 vph, associados a dois sistemas de transmissão, separam virtualmente o cronógrafo da medição contínua do tempo eliminando a necessidade de qualquer prejuízo da regulação e afinação. E se no Calibre 360 o processo de construção foi modular, com o sistema de cronógrafo sobre um movimento base ou trator, a grande novidade da TAG Heuer para 2011 revela-se como uma excepcional criação de raiz, totalmente integrada.

Nasce o Mikrograph, o primeiro cronógrafo mecânico capaz de medir 1/100 de segundo com ponteiro central!

O calibre totalmente novo que integra o Mikrograph foi desenvolvido e construído no tempo recorde de apenas 18 meses, sendo um dos movimentos de cronógrafo mais complexos já criados. Jean-Cristophe Babin confessou-nos mesmo que o movimento arrancou logo ao primeiro impulso, algo que nem sempre é um dado adquirido quando se trata de um movimento de estreia. São 396 componentes com 62 rubis sintéticos, que compõem um cronógrafo de ponteiro central com roda de colunas, certificado pelo COSC, e do qual fazem parte dois tambores de corda que alimentam separadamente os respectivos sistemas.

No relógio, o balanço de 28.800 alternâncias por hora é alimentado por um tambor de corda com autonomia suficiente para 42 horas de funcionamento ininterrupto. A carga deste tambor é obtida tanto a partir da coroa como da massa oscilante, visível através do fundo em cristal de safira. No cronógrafo, a extraordinária frequência de 360.000 alternâncias por hora do balanço esgota a capacidade do segundo tambor de corda ao fim de 90 minutos. Um consumo de energia elevado para o qual se compreende bem a presença do respectivo indicador de reserva de marcha colocado de forma destacada às 12 horas sobre o centro marrom do mostrador. A corda para este tambor é dada exclusivamente através da coroa.



Merece também referência especial a ausência, lógica, do tradicional sistema de embreagem que liga e desliga o cronógrafo num movimento clássico, já que no Mikrograph existe um balanço dedicado e uma separação total dos dois sistemas. Jean Christophe Babin comparou o sistema atual de embreagem dos cronógrafos a uma tentativa de travar um carro apenas sobre o eixo traseiro, numa analogia ao automobilismo.

No caso do novo calibre, explicou-nos Guy Sémon, existe um braço que envolve parcialmente a roda do balanço e que o trava quando acionamos o botão de parada, evitando a passagem das tensões resultantes desta ação brusca através das engrenagens, espiral e balanço. Durante o arranque, este braço não se limita a libertar o balanço, mas acrescenta-lhe um impulso que o lança no movimento de oscilação acelerado de alta-frequência. Um detalha técnico interessante que contribui para um ganho de precisão sensível, e que num cronógrafo de 1/100 de segundo se torna essencial.

Legibilidade exemplar!

O mostrador do Mikrograph destaca de imediato a sua função de cronógrafo e espelha a afirmação de Jean-Cristophe Babin, de que o modelo pretendia melhorar a legibilidade em relação ao Calibre 360. Os dois tons do mostrador, creme na periferia e marrom no centro, separam indicações e escalas e contribuem para a indispensável boa legibilidade a que um cronógrafo analógico de 1/100 de segundos obriga.

O grande ponteiro de segundos central em aço azulado contrasta de forma excelente com o tom creme sobre o qual se inscreve a escala de 0 a 100. É sobre este plano exterior do mostrador que o rápido movimento de uma rotação por segundo do grande ponteiro de segundo nos convence estarmos perante um cronógrafo fora do comum. Qualquer parada sobre esta escala garante uma leitura precisa de 1/100 de segundo sem margem para dúvidas.

A área central do mostrador de cor marrom confina em si 5 indicações, das quais apenas duas não fazem parte do cronógrafo. Trata-se do submostrador de segundos permanentes às 9 horas, que com apenas quatro marcadores sobre os pontos cardeais revela não ser a indicação mais importante neste conjunto, e a janela de data.

As demais indicações são o totalizador de segundos às 6 horas, o totalizador de 30 minutos às 3 horas e a indicação de reserva de marcha com escala de 0 a 100, que se posiciona logo abaixo do logotipo Heuer de inspiração "vintage".

A caixa clássica do Mikrograph, quase retrô, opta nesta versão de estreia pelo ouro rosa que se associa com perfeição à pulseira marrom em couro de crocodilo e fecho de fivela. Na lateral direita da caixa encontramos a coroa, cuja função de acerto dos ponteiros das horas e minutos é acrescida da capacidade de bloquear também o ponteiro de segundos, além de carregar os dois tambores de corda.

À direita e esquerda desta, os tradicionais botões do cronógrafo com o início/parada com bloqueio rosqueado, e o retorno a zero simples. Uma distinção compreensível se forem consideradas as características especiais deste cronógrafo.

Finalmente, o fundo transparente em cristal de safira, fixado por 8 parafusos, revela um movimento com 35,8 mm de diâmetro e 7,95 mm de altura cuja massa oscilante de carga bidirecional não oculta o grande destaque deste calibre: os dois conjuntos escape/balanço devidamente identificados e assinalados através de aros metálicos gravados que contrastam com o tom negro dado ao movimento decorado com "Cotes de Genève".

Os 396 componentes do movimento do Mikrograph são na sua grande maioria totalmente novos, partilhando apenas um número reduzido com o recente calibre de manufatura da TAG Heuer, o 1887, apresentado no ano passado. Jean-Cristophe Babin considera mesmo que este é o primeiro calibre de cronógrafo Suíço totalmente novo em muito tempo, já que os que existem atualmente no mercado se baseiam total ou parcialmente em movimentos bem mais antigos.

Com o Heuer Carrera Mikrograph 1/100 Second Chronograph, a TAG Heuer coloca definitivamente mais um marco nos seus 150 anos de história. Disponível apenas em edição limitada a 150 exemplares, o Mikrograph é inequivocamente o cronógrafo de pulso de maior desempenho e também o que melhor incorpora o espírito competitivo que desde sempre acompanhou a TAG Heuer. Tal como nos disse Jean-Cristophe Babin, trata-se do primeiro verdadeiro "CronoCosc" da história, e um relógio onde nunca o prazer de acionar um cronógrafo de pulso se revelou tão intenso!


TAG Heuer Carrera Mikrograph 1/100 Second Chronograph

Características técnicas:

Movimento: Cronógrafo mecânico de corda automática com certificado COSC

Dimensões: 35,8 mm de diâmetro (15 ¾´´´), 7,95 mm de altura
Frequência: 2 balanços - 28.800 vph/4 Hz (relógio) e 360.000 vph/50 Hz (cronógrafo)
Rubis: 62 rubis sintéticos
Massa oscilante: bidirecional
Autonomia: 42 horas de reserva de marcha (relógio) e 90 minutos (cronógrafo)
Indicações: Horas, minutos, 1/100 de segundo central, totalizador de minutos às 3h, totalizador de segundos às 6h, pequenos segundos às 9h, data às 6h, reserva de marcha às 12h

Mostrador: Marrom e creme, com numeração arábica negra
Ponteiros: horas, minutos e pequenos segundos em ouro rosa 5N 18 K. Ponteiro central de 1/100 de segundo em aço azulado

Caixa: polida com 43 mm de diâmetro em ouro rosa de 5N 18 K
Cristal: de safira curvada com tratamento antirreflexo em ambas as superfícies
Botões e coroa: em ouro rosa 5N 18 K
Fundo: rosqueado com cristal de safira
Estanqueidade: 100 metros

Pulseira: em couro de crocodilo marrom costurado à mão.
Fecho: de fivela em ouro rosa 5N 18 K

Edição limitada a 150 exemplares
 
TAG Heuer Carrera Mikrograph 1/100 Second Chronograph
Um movimento totalmente novo
O Heuer Mikrograph de 1916
A conversa com Jean-Cristophe Babin, CEO da TAG Heuer
Guy Sémon, vice-presidente da TAG Heuer para as ciências e engenharia
Marko Makinen, um dos mestres relojoeiros responsáveis pela montagem do V4 e do Mikrograph

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