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Audemars Piguet - SIHH 2011Jules Audemars Extraplano

12 de março de 2011
O Jules Audemars Extraplano abriga um dos movimentos automáticos mais planos do mundo, com apenas 2,45 mm de espessura. A finura de sua caixa, o perfil do aro e a pureza do mostrador suscitam uma emoção autêntica, característica dos objetos feitos para durar, em um relógio dotado de um "algo mais", que nada mais é que a elegância natural dos clássicos.


Ele faz parte da coleção Jules Audemars, que em 2011 foi totalmente revisitada pela Audemars Piguet, ao apresentar os novos modelos com duplo fuso horário e calendário com fases da lua, os automáticos simples e com data e também o automático extraplano.


Uma região e uma cultura: uma coleção

As peças da coleção Jules Audemars são as raízes da Audemars Piguet. Esta coleção conta a história de um lugar e de grandes homens. O lugar é o Vallée de Joux. Os homens, aqueles que levaram ao florescimento da Alta Relojoaria nesta região tão isolada.

Desde meados do século XVII, além do trabalho no campo que realizavam durante o verão, os habitantes deste vale se dedicavam à construção de movimentos. Passavam os longos e rigorosos invernos trabalhando em suas bancadas para atender aos pedidos das casas relojoeiras genebrinas. Logo começaram a fabricar seus próprios movimentos para mais adiante dedicar-se à manufatura de seus próprios relógios do princípio ao fim. Os mais audazes fundaram suas próprias manufaturas.

E efetivamente foi assim: os homens do vale adquiriram a capacidade de levar a cabo todo o processo, desde a concepção até a produção, respeitando escrupulosamente as técnicas artesanais. Estas habilidades e o "savoir-faire" manual foram transmitidos de geração a geração. Hoje em dia, segue-se trabalhando da mesma maneira, enquanto se beneficia dos progressos da tecnologia e de uma escala de produção semi-industrial, sem que com isso o relógio tenha deixado de manter o apego à tradição e a uma cultura muito próprias.

Jules Audemars e Edward Piguet se associaram em 1875 para dar vida à manufatura Audemars Piguet. Ambos eram relojoeiros e dominavam perfeitamente o ofício que amavam: aprenderam e se aperfeiçoaram constantemente. Graças a seus profundos conhecimentos, foram pioneiros neste campo e se propuseram a um desafio: fabricar relógios em sua totalidade sob um mesmo e único teto. Desde então, esta sociedade não interrompeu sua atividade e segue nas mãos das famílias fundadoras.

Ao levar o nome de um de seus fundadores, a coleção Jules Audemars rende homenagem à venerada marca. Seus genes relatam a história sem nostalgia e com uma profunda consciência de seu precioso legado, enquanto reinterpretam o passado com uma visão contemporânea. Sua característica é a simplicidade: rechaça o supérfluo, o decorativo e o excessivo. A simplicidade constitui não somente sua elegância, mas também sua modernidade.


A elegância absoluta, por dentro e por fora

A caixa redonda nos faz lembrar que o círculo é a forma perfeita por excelência. Optando por um aro muito fino, o Jules Audemars extraplano revela toda sua nobreza. A caixa de ouro branco parece leve, quase etérea. Este fino aro permite, além disso, uma abertura máxima sobre o mostrador prateado especialmente sóbrio, do qual se destacam os índices em bastão aplicados e os ponteiros de ouro rosa. Um autêntico exemplo de pureza formal.

Se a caixa se caracteriza por suas linhas tão claras é porque abriga o calibre extraplano automático 2120 da manufatura. Com seus 2,45 mm de espessura, incluindo a altura da massa oscilante, o calibre 2120 é um dos movimentos automáticos mais planos do mundo. Os esforços da Audemars Piguet em reduzir a espessura de seus movimentos começaram no início de sua história e foram recompensados já em 1946, com o calibre ML a corda manual, com apenas 1,64 mm de espessura.

Ele foi seguido pelo calibre 2003 extraplano esqueletizado, apresentado em 1953. Faltava expandir o êxito alcançado à carga automática. O 2120 veio à luz em 1967, graças à colaboração de várias casas de prestígio e desde então ele tem sido constantemente aperfeiçoado.

Seu êxito duradouro deve-se ao fato de continuar sendo atípico, atemporal e refinado. Além de ser tão plano, ele destaca-se pelo engenho de seu sistema de carregamento, do ajuste de seu balanço e do acabamento excepcional.

Uma das curiosidades do calibre 2120 é o rotor de ouro 21 quilates. Este peso permite acionar o sistema de carregamento de forma a manter o tambor de corda em um nível de funcionamento ideal. A mola principal consegue manter a constância no abastecimento de energia, influindo positivamente na precisão de marcha. Com o objetivo de elevar o desempenho técnico, optou-se por um rotor central ao invés de um microrrotor integrado. O tambor apresenta a particularidade de estar suspenso por uma ponte. Ele assegura uma reserva de marcha de 40 horas, um extraordinário desempenho se considerarmos a assombrosa finura do calibre e da construção do tambor.

O carregamento é feito nos dois sentidos de rotação, graças a um notável mecanismo inversor. Para conservar a finura do calibre, a massa prescinde de um rolamento de esferas e o jogo de altura é guiado por um aro periférico que desliza sobre quatro rubis fixados à platina. Este sistema produz um som muito particular durante a rotação da massa, uma espécie de sussurro que deleita aos apaixonados e conhecedores da Alta Relojoaria.

O coração do movimento é um balanço de inércia variável com seis pesos excêntricos que lhe conferem uma maior estabilidade de regulação ao longo do tempo. Equipado com uma espiral plana, vibra com uma frequência de 19.800 alternâncias por hora.

Além disso, o calibre 2120 se destaca pelo esmero dedicado a seu acabamento. Montado e decorado à mão nas oficinas de Le Brassus, sublima sua nobreza com a excepcional qualidade de execução de seu acabamento. As pontes são minuciosamente chanfradas e polidas, de tal modo que apresentam arestas perfeitas e brilhantes. São ornamentadas com Côtes de Genève e as cavidades são perladas. Os flancos das pontes também são acetinados à mão. As molduras dos rubis são diamantadas. As rodas exibem braços chanfrados e molduras diamantadas. Mesmo as fendas e as bordas das cabeças dos parafusos são chanfradas.

A platina é perlada em ambos os lados com dois diâmetros de perlado distintos para acentuar o jogo de relevo. A beleza da massa esqueletizada é o ponto culminante da decoração deste calibre e ela traz as iniciais "AP". Aqueles que sabem apreciar os objetos raros ficarão maravilhados com os detalhes ínfimos e o minucioso acabamento que poderão admirar através do fundo de cristal de safira. Por último, reconhecerão no Jules Audemars extraplano a força capaz de resistir às transformações do tempo, que é a força dos grandes clássicos.


Jules Audemars Extraplano - características técnicas


Referência: 15180BC.OO.A002CR.01

Movimento
Calibre 2120 extraplano de carga automática, com espessura de 2,45 mm
Diâmetro total: 28,40 mm (12 3/4 linhas), diâmetro de encaixe: 28,00 mm
214 componentes, 37 rubis
Reserva de marcha: 40 horas
Frequência do balanço: 19.800 alternâncias por hora (2,75 Hz)
Acabamento: decoração manual de todos os componentes; rodiado, chanfrado, perlado da platina, Côtes de Genève e perlado sobre as pontes

Caixa
Ouro branco 18 quilates, estanque a 20 metros
Diâmetro de 41 mm, altura de 6,7mm

Mostrador
Prateado com índices aplicados de ouro rosa
Ponteiros das horas e minutos de ouro rosa

Pulseira
De couro de crocodilo negro com escamas grandes quadradas, costurada à mão, fecho de fivela de ouro branco 18 quilates

Funções
Horas e minutos

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